Sunday, June 15, 2014

Explico... Ou não

Escrevendo isso mais para mim do que para qualquer outra pessoa, eu estou aqui para explicar o motivo da falta de posts no meu blog, e o motivo é bem simples...
Provas na faculdade.
Até mais ou menos Julho eu vou estar sem tempo para fazer nada a não ser estudar e por culpa disso... Nada de posts.
Mas não tema, leitor inexistente, eu resolverei isso criando uma história enorme e nova que vai ocupar sua mente por um certo tempo e vai contar como mais ou menos um  mês de postagens perdidas.
Trapaça?
É.. mas é o que dá pra fazer.

Então é isso... 
Volto em Julho...depois do dia nove... 

Sunday, June 1, 2014

29 de Maio

Disney Dream Cast 

#5 
A Dama e o Vagabundo


Depois de duas semanas fazendo personagens dificeis, resolvi fazer um super fácil. A dama e o Vagabundo. 
O filme é uma graça e se fosse tranformado em um filme live action, pode apostar que seria a coisa mais agua com áçucar do mundo, o cara que é malandrão, e a garota que é toda patricinha e delicada e os dois se encontram e o amor acontece....
Ah... Seria um filme tão fofo...

Mas vamos a minha escolha de atores:


Vagabundo: Jensen Ackles 



Dama: Crystal Reed 

Saturday, May 31, 2014


Isso é como eu me sinto nesse momento. 

Tentando arrumar os posts que faltavam eu baguncei a minha organização toda! Ta faltando o dia 29 e os dias que eu não postei estão fora de ordem... 



Então... o dia 29 vai depois do dia 30 edia 31 depois do dia 29... e ai as coisas ficam no lugar 


30 de Maio

Dicas de Maio

Música  
Stomach tied in knots - Sleeping with Sirens


Sleeping With Sirens é uma banda de post-hardcore americana de Orlando, Flórida residindo atualmente em Grand RapidsMichigan. A banda é conhecida principalmente pelo estilo de vocais agudos do vocalista Kellin Quinn. Seu primeiro álbum,  foi lançado em 23 de março de 2010. 


Eu tinha uma enorme lista de músicas que eu queria indicar aqui. Desde músicas bem pesadas que, curiosamente, me acalmam, até musicas chiclete pop que grudam na cabeça e boa sorte para livrar-se delas, mas... Poucos dias antes que eu fizesse essa lista de dicas, eu comecei a escutar muitíssimo uma música meio antiga, que eu pessoalmente achei ano passado, mas ... Ela está se encaixando com o meu humor atual... 


Livro

O Circo da Noite de Erin Morgenstern


Eu já falei desse livro aqui antes, quando eu estava lendo o livro no inicio do ano, e eu realmente acho que é um livro que vale a pena ser recomendado.  É uma história delicada e muito envolvente, eu particularmente achei maravilhosa, uma leitura que te envolve por ser tão misteriosa e inesperada. 
Li algumas críticas falando que era um livro de narrativa lenta e um enredo bem fraco. Eu não compartilho essa opinião, mas aviso, não espere grandes duelos de magia, não pense que você vai grudar seu nariz nas páginas de tanto nervosismo, é outra forma de leitura, e muito gostosa, isso eu garanto. 


Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar. Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá. À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam. Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.



Filme
Questão de Tempo, dirigido por Richard Curtis.


Ao completar 21 anos, Tim (Domhnall Gleeson) é surpreendido com a notícia dada por seu pai (Bill Nighy) de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Cético a princípio, Tim logo se empolga com o dom ao ver que seu pai não está mentindo. Sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada, mas logo ele percebe que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

 Eu levei um pouco  de tempo para escolher o filme desse mês,  tive que buscar ajuda a minha melhor fonte de conhecimento cinematrogáfico...
Minha irmã.
E ela disse que eu deveria indicar um filme deliciosamente simples que mesmo sendo sobre viagem no tempo é um filme sobre a beleza da vida comum. 
Pode parecer estranho, um filme sobre viagem no tempo é uma história muito mais sobre a vida de um cara comum do que qualquer outra coisa, é lindo e a maneira como foi filmada e retratada a história é magnífica. 

Vale muito a pena assistir esse filme. 



Video 

Geralmente aqui eu coloco um curta do Youtube, mas esse mês eu vou roubar, por que meu tempo livre está todo voltado para assistir uma série animada muito maravilhosa para quem gosta de quadrinhos, super herois, sarcasmo e o Universo Marvel. 
Indico aqui a série do Disney XD chamada "Ultimated Sipderman



É. Uma série com episódios de vinte minutos cada, muito engraçada, com ação personagens maravilhosos e em ingles a dublagem é genial. Existem só duas temporada até agora, dá para ver na hora do almoço, antes de dormir, é uma maneira de se livrar do stress do dia. 
A série está no Netflix, e quem não tem conta lá, e ta com o inglês afiadi ho, fica aqui um site com as duas temporadas 

Mimos

Caderno de coisas boas.

Esse foi uma coisa que eu comecei a pensar a um certo tempo, primeiro era apenas uma ideia, depois virou um desejo, ai um plano... E quando uma ideia vira um plano, já sabe... A coisa fica difícil de ignorar... 
Como eu já disse, eu tenho depressão, e ainda que as pessoas falem que isso e algo que a gente pode contar... Não é tão fácil assim.
Têm dias que eu preciso me lembrar dos bons motivos para eu levantar da cama e continuar a viver. Honestamente não é bonito. 
MAS nem tudo está perdido, eu tive essa ideia de criar algo que me motivasse, e assim nasceu o caderno de coisas boas. 
Basicamente é um caderno, ou agenda ou scrapbook, onde eu coleciono as coisas que me fazem sorrir.  
Vale letra de música, fotos e imagens, poemas e desenhos, bilhetes de amigos, ingressos de cinema. O que eu tiver que me faça sorrir, aquelas coisas que aquecem meu coração... Essas são as coisas que vão ficar nas páginas do meu caderno. 
É a notícia ainda melhor é que...  É tão bom fazer o caderno, quanto lê-lo depois.
Eu incentivo todo mundo a fazer isso, e quando um acabar, continuar no outro e outro... Por que a gente tá sempre rodeado de problema, cheio de coisas não tão boas nas nossas cabeças, uma coleção dessas pode ser muito, muito útil. 
Quando o meu estiver mais arrumado colocarei fotos dele por aqui.

Uma imagem 

27 de Maio

Uma História Sobre Você

Você acorda no chão, em um quarto que não é o seu. Seus olhos mal conseguem ser abertos mas você sabe que aquele não é seu quarto, aquilo não é um sonho
 Onde está sua cama? Onde está sua mesa de cabeceira que você deixa o celular para ver as horas...
Que cheiro é esse? 
As perguntas pulsam na sua cabeça tão intensamente que você mal consegue pensar. A luz daquele quarto é forte... Forte de mais, você não pode enxergar nada, mesmo que pudesse abrir um pouco seus olhos.
Está tudo branco. È assustador.
Você tenta se mover, mas não consegue, seus braços estão dormentes, existe alguma coisa que está te prendendo...
Que cheiro é esse? 
Você tenta abrir a boca mas não consegue.Sente uma pressão estranha, algo metálico, frio contra seus lábios, algo que te impede de falar. 
Onde você está?
Que lugar é esse? 
Ficar de pé é uma luta, uma dor que você não sabia ser possível existir dentro de você. Expande-se como um balão das suas pernas até a ponta de seus dedos dormentes e seu corpo grita silenciosamente em sua boca fechada de pura dor.
Como isso pode acontecer com você?
Você lembra-se de ter dormido em casa, com o amor de sua vida ao seu lado, na casa que você acabam de comprar. Você tinha que ir para casa, vocês ia arrumar o jardim hoje... O que estava cheio de ervas daninhas e a grama toda bagunça , vocês iam comprar um gato... Ou era um cachorro? 
Você se perde nas suas memórias e por um segundo esquece da dor que consome seu corpo, equilibrando-se nos pés doloridos você tenta andar e um grito se forma em sua garganta.
Um som seco rasga sua garganta, é uma dor infernal, como se o grito fosse empurrado de dentro da sua alma e estivesse agarrado com unhas demoníacas dentro de você. O som ecoa pelas paredes vazias do quarto sem janelas.
Por que você está em um quarto sem janelas?
O grito silencia e algo lhe chama atenção. Primeiro é baixo, calma depois cresce...
Haviam passos lá fora? 
Têm mais alguém ai? 
Por que você não pode mexer seus braços?
Você grita outra vez.  
Dessa vez com o som, você pode sentir o sabor de sangue nos teus lábios, e você finalmente abre os olhos por completo.
Seu coração para.
Só uma porta 
É frio...  Tão claro... Não existe nada além do seu corpo frágil e sua dor... Mas... Havia cores... Pequenos pontos vermelhos espalhados nas paredes... Tão vividamente vermelhos...
Por um surto de coragem e curiosidade, você resolve mover-se. A dor é agonizante mas você não pode parar.  Devagar você se aproxima e percebe que são mais que pontos... São manchas... Manchas de ...
Seu estomago da uma volta, ele percebe antes de você o que são aquelas manchas. Você sente um gosto terrível inundar sua boca, ácido, amargo, metálico, você cospe através das barrinhas de metal frente a sua boca ...
Uma poça vermelha e amarelada se espalha no chão. Você se afasta daquilo tremendo...
Por que você esta vomitando sangue? 
Contra a parede acolchoada, você escuta um tumulto. O som cavlaga até seus ouvidos. Sua cabeça não esta doendo, aquilo que você sente vai além do que você considera dor.
Memórias de coisas que você jamais viveu inundam sua mente e você s afoga nelas.  Um rosto que não é seu refletido no espelho. Amarras, camisas de forças, injeções...
Você está enlouquecendo. Alucinando de dor.
 O desespero toma seu corpo e você grita por socorro. Pr ajuda... Qualquer coisa.
A porta é aberta.
Homens vestidos de branco entram no quarto tapando-lhe os olhos e segurando-lhe seu braço.
Ordens são berradas por todas a partes.   Coisas que você não entende ecoam na sua cabeça.
Por que estão falando coisas sobre crise? E sobre horários? O que é um sedativo?  Por que tantos gritos?
É você que está gritando e se debatendo assim? Por quê?
Por quê?
Por quê? 
Uma dor violenta te faz gritar outra vez, alguma coisa perfurou teu braço, uma sensção agoniante faz sua voz ficar mais alta,  algo novo corre em seu sangue, é como fogo liquido lambendo seu corpo por dentro.
Você tem certeza que você vai morrer...
Você precisa morrer...
Você não aguenta mais...
Então você acorda outra vez, em sua cama, com seu grande amor segurando sua mão, o jardim lá fora, sendo encharcado pela chuva, o confortável cheiro de terra molhada te faz sorrir.
Tudo de volta ao lugar certo. 
Era só um sonho... 
Só um sonho...
Um sonho...
Mas então...

Por que você não consegue mover os braços? 

28 de Maio

Ele e a Lua. 

Para John, e seus sorrisos disfarçados de palavras.

Lá estava ele
Sentado sozinho, e de novo
Olhando para ela.
Silencioso
Apreciando cada segundo daquele momento privativo
Era apenas ele e ela...
Não havia mais ninguém em toda Terra.
Ele abraçava noite e as pernas
Cantarolava os fatos de seu dia 
Para aquela que escutava tão silenciosamente
Naquela amizade de segredo
Em seu companheirismo intenso
Ele calava seus segredos
E compartilhava seus medos
Por que não importava o caso
Ela jamais fazia balburdia.

A pálida luz era o melhor dos abraços
O frio era seu sorriso
O esplendor de todo céu 
Brincava com o reflexo dos olhos dele
E quando o mundo estava escuro 
Ela o escutava. 
Linda e etérea 
A Lua dele. 
Só dele.

Lá estava ele de novo
Sentado sozinho
Olhando para ela
Cabeça estava cheia 
O coração pulsava em sua mão
E mal sabia ele 
Que lá de cima
A Lua olhava em sua direção


No alto estava ela,
Observando os passos dele
O único que voltava os olhos para ela.
Ele tinha pensamentos preto e branco
Num belo contraste com o mundo lá embaixo
Ele era falante em seu silencio
E misterioso por trás dos óculos.

Ela sempre sabia que ele vinha
Todo noite
Que o ar estava pesado de mais
Quando os problemas de toda Terra
Descansavam no peito dele
Ele procurava por ela.
E a Lua
Em sua gelada gentileza,
Desfiava os problemas
Ouvindo as palavras dele
E de todos os problemas
Criava novas estrelas
E as entregava, todas
De presente para ele.

As estrelas conspiravam
E em sussurros se perguntavam
Onde já se viu
A grande Lua
Distribuindo amores
Para um jovem rapaz?

No alto ela olhava para ele
E seu olhar prateado era correspondido
Por que no chão
Sozinho
Ele olhava para a Lua
Que mesmo sem saber
Havia se entregado
Ela era...
De fato

Sua. 

26 de Maio

Direções Infinitas.

Familia?
Parte I


Era mais uma daquelas visitas que Ana temia... Visita de família.
A família dela entendia até certo ponto, sabiam que ela vivia com dois rapazes, que ambos a respeitavam e a tratavam bem, que os três dormiam em uma cama que o mais novo havia projetado (Guilherme) e que o mais velho (Thiago) era quem cuidava das contas para que eles tivessem conforto e ainda sim pudesse fazer uma poupança. 
Um resumo simples do que a família de Ana sabia sobre o relacionamento dela com Thiago e Guilherme era: Ana estava feliz e era isso que importava. 
Para a maioria da família dela era isso que importava... Mas havia lados mais ásperos. 
Jorge Cavalcante, o patriarca da pequena família Cavalcante, era o quinto homem de sua família que se formavam em engenharia e depois disso iam trabalhar na mesma empresa... Ana foi a primeira mulher em cinco gerações... Ganhou blocos de lego em vez de barbies, e kits de construções em vez de fogões de plástico... Não precisa dizer muito mais que isso para entender que quando ela largou a faculdade para fazer bebidas em um bar...
As coisas não foram exatamente aceitas pra Jorge. 
Nervosa, Ana caminhava de um lado para outro dentro do quarto, arrumando o cabelo, recém pintado de castanho, de maneira frenética. Guilherme, que estava sentado no meio da gigantesca cama piscou lentamente enquanto a observava. 
- Minha flor, não importa quantas vezes você mude a posição do grampo, seu cabelo vai continuar igual.
- Não! -Ana resmungou pela quarta vez ao ver uma mecha se soltar.
Guilherme levantou-se, caminhou lentamente até ela e puxou os grampos de seus longos cabelos e sorriu novamente. 
- Bem melhor. - Ele beijou o rosto dela e sorriu - Prefiro você assim...
Antes que Ana pudesse retribuir o beijo, soou de longe a campainha e Ana deu um gritinho histérico e recomeçou a arrumar o cabelo, o vestido, os sapatos e jogar peças de roupa para que Guilherme pudesse vestir-se apropriadamente.
Correndo para a sala, Ana abriu a porta a recebeu o pai com um sorriso nervoso.
- Olá papai- ela disse abraçando Jorge.
-Aninha querida- ele disse docemente e entrou pela casa.
Guilherme e Thiago vieram, cada um de um lado, Guilherme do quarto, Thiago da cozinha. Ambos sorriram para Jorge, que apenas acenou de leve com a cabeça. 
- Como vai senhor Jorge, é um prazer recebê-lo.- Guilherme lambeu os lábios e apressou-se em dizer - Uma pena que não posso ficar, tenho que comprar umas... Coisas no mercado, mas por favor, fique á vontade.
Guilherme não precisava sair, mas sabia muito bem, embora nada fosse dito, que Jorge não gostava muito dele. Jorge acredita que Guilherme era a causa dos 'problemas' da filha. Thiago era o homem perfeito, jovem, advogado...
 Guilherme era um jogador de video-game que nada fazia e nada servia.
A porta se fechou e Thiago apertou a mão de Jorge, ele também sabia dos sentimentos do sogro, e honestamente, não gostava nada disso...
Ele amava Guilherme da mesma forma que amava Ana, e ver que Guigo sentia-se tão mal quando Jorge estava por perto que preferia sair de casa... 
- Ana disse que o senhor vinha para cá, resolvi fazer algo para o semhor comer. Gosta de camarões.
Jorge sorriu e olhou para Ana 
- Gosto de camarão sim, mas avisei a Ana que não iria poder ficar muito tempo, vim á trabalho e mão posso demorar.
 - Então eu vou correndo pra cozinha- Thiago disse e deixou Ana e Jorge á sós.
E lá estavam eles duas faces da mesma família sentadas frente a frente com idênticos sorrisos amarelos e a falta do que dizer estampado em diferentes rostos, não havia muito o que ser dito e ainda sim aquele silencio demandava palavras. 
- Como está a mamãe?- perguntou Ana quebrando o silêncio 
- Ela está bem, sua irmã decidiu decorara a sala... A casa está uma bagunça- ele riu levemente 
- A Carolina sempre foi muito... Criativa... Ela riu um pouco brincando com a ponta dos cabelos 
- Verdade... Mas. Esta ficando bonito... Muito verde e flores...- Ele olhou ao redor dele. - Parecido com a sua sala...
- Ela veio aqui quando o Gui e eu estávamos redecorando...
Jorge lambeu os lábios, notavelmente desconfortável, era sempre assim, quando se mencionava o nome de Guilherme, o pai da Ana já estava , como ela mesma dizia, de bico. 
- De novo? - Ela perguntou sem nem precisar dizer o que estava acontecendo
- O que quer dizer com isso Ana? - Perguntou Jorge tentando manter-se um homem civilizado, 
Ana explodiu levantou-se da mesa com a mesma força e ferocidade que suas palavras que voavam da boca em rasantes certeiros para acertar o pai.
-Chega pai, Che-ga! Eu não aguento mais isso, você está na minha casa, no meu espaço, no lugar que eu e OS MEUS NAMORADOS compramos e mantemos muito bem obrigada. Eu trabalho no lugar que eu gosto, eu estou cercada das pessoas que eu amo e NÃO eu não sou uma puta, uma vadiazinha, não sou a ovelha negra da família. Eu apenas estou seguindo o meu caminho ao invés de fazer o que você quer pai. Eu DETESTO engenharia, eu não quero nem VOU escolher um dos meninos para casar. Você respeita o Thiago e deveria fazer o mesmo com o Guilherme! Ele também me faz feliz...
Ela estava sem voz, sem fôlego, Thiago observava a cena com um certo desconforto da porta. Jorge, em sua completa palidez lambeu os lábios lentamente, levantou-se e sem falar nada, foi embora. 
Ana desabou no sofá, lágrimas e soluços, tristeza e desespero. Aconteceu exatamente o que ela temia, e o pai dela foi-se, e com ele tudo o que ela conhecia por família... 

Thiago sentou ao lado dela, envolvendo-a em um delicado abraço, cuidava das lágrimas que caiam misturados nos soluços silenciosos. Ele não sabia o que fazer, mas sabia que não podia deixa-la só... Ela não merecia sentir aquilo tudo sem ninguém por perto.