Thursday, January 23, 2014

23 de Janeiro

 Uma noite comum.

Era uma noite comum, de um dia comum e uma garotinha comum despedia-se de seus na porta da casa com um sorriso calmo e delicado, havia um enorme labrador ao lado da garotinha.
– Eu sei mamãe – Disse a garotinha para sua mãe – Você gostaria de ficar, mas realmente precisa ir.
– Seu pai e eu não iremos demorar, feche as portar, as janelas e não abra a porta para ninguém, temos a chave e a usaremos certo?
– Certo mamãe. Pode ficar calma,  Bicuço tomará conta de mim. – Disse a menininha acariciando a cabeça do enorme labrador cor de caramelo.  
E assim, com o coração na mão os pais da garotinha comum caminharam pela rua em direção a sua festa e a jovem menina trancou-se dentro de casa. 

Era uma noite sem vento , mas fria, e a menina abrigou-se em seu quarto, via em sua pequena televisão um desenho animado comum, e nada de estranho aconteceu por um longo tempo.  Ela ficou com fome e saiu para cozinha, lá fez uma torrado com geleia de morango, deixou cair um pouco de geleia no chão , mas Bicuço estava lá para salvar o dia e ele lambeu a geleia do chão.
Eram dez horas da noite quando ela retirou-se para sua caminha, Bicuço deitou-se no chão e lambeu a mão da menininha, dando-lhe conforto e calma para dormir sozinha.
Eram apenas duas da manhã quando a jovem menina acordou com um incessante gotejar, ela levantou-se  e caminhou vagarosamente até o banheiro, fechou a torneira e voltou para cama, estendeu a mão e deixou que seu cachorro a lambesse, e então dormiu.
Acordou algumas horas depois, o mesmo incessante gotejar vindo de lugar nenhum, mesmo assim ele caminhou lentamente até a cozinha, e lá fechou a torneira mais forte, a menina deitou-se na cama e deixou a mão cair pelo lado da cama e Bicuço a lambeu carinhosamente.
O sol já havia nascido quando ela levantou pela ultima vez, e ainda sim ouvia o som constante do gotejar. Desperta a menininha caminhou até o banheiro no final do corredor.
Ao abrir a porta a menininha ficou chocada, o coração parou e os olhos se arregalaram. Bicuço, o grande labrador cor de caramelo estava pendurando no banheiro, a garganta cortada e grandes gotas de sangue manchavam o pelo do cachorro e caiam em grandes gotas em uma poça grande e carmim. Mas não foi o cachorro morto que a deixou sem fala. Foi a escritura no espelho, escrito com o sangue coagulado do cachorro.  
Os Humanos também sabem lamber
E enquanto lia aquelas palavras... Ela sentiu a mão ser lambida..
 














Essa foi a minha versão de uma lenda urbanda que eu achei pela internet, não é o mesmo conto, e eu só achei em inglês, se alguém achar em português seria bacana eu ler. Mas, enfim aqui tá o post original  de onde eu achei a versãoque deu origem ao meu pequeno conto.

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