Thursday, February 6, 2014

6 de Fevereiro

Um lugar maavilhoso.

Branca olhou para o pequeno lugar e sorriu lentamente, bem aquilo era algum tipo de sorte, ela um pequeno lugar com as paredes descascando e... Cortinas azuis. Exatamente o que ela precisava naquele momento. Pegando sua mochila e trancando o carro Branca saiu sorrindo cansada e começou a caminhar para o hotel.
Havia um pequeno caminho de pedras brancas e cinza que levava até a porta do Hotel, as pedrinhas eram muito redondas e brilhavam com a luz clara do amanhecer, aquele brilho, aquela luz, trouxe algumas memórias muito antigas, rostos e vozes que ela... Duvidava que todas aquelas lembranças eram ...Dela. Ela sentiu um arrepio frio descendo por suas costas e escutou uma voz, uma voz sem corpo, assustadora, um sussurro  estranhamente familiar.
– Vá embora. Vá embora agora.
Normalmente Branca escutaria sua intuição, se escutasse uma estranha vo em sua cabeça ela daria meia volta e procuraria outro lugar para ficar, mas... Aquele era um hotelzinho tão bonito, com cores tão simpáticas... Exatamente o que ela queria e precisava, mas que ela estivesse ouvindo vozes, por que deveria fugir daquele lugar?
Ela entrou no salão de entrada, parecia uma casa antiga, era linda.
– Com...Com Lisença? – Disse Branca ao para perto do balcão.
–  Olá, boa noite, Bem Vinda ao Motel Califórnia.  – respondeu uma mulher com cinquenta e alguma coisa anos apareceu, ela tinha o cabelo muito branco e olhos negros como  Branca jamais vira.  Ela sorria docemente para a jovem cansada. – Em que posso ajuda-la querida?
– Er... Você tem... quartos disponíveis?  – ela perguntou nervosa, por algum motivo.
– Oh sim, claro que temos – Disse a velha virando-se para pegar uma prancheta com um formulário. – Não são muitas pessoas que aparecem por aqui.
Branca olhou para a folha em branco e olhou em volta, ela podia escutar o burburinho de várias vozes falando ao mesmo tempo, mas não havia ninguém por perto, pelo menos ninguém na recepção... Mas se pó hotel estava tão cheio, por que a senhora havia dito que quase ninguém aparecia por lá?
– Assim que você terminar isso,posso te levar a um dos nossos mais confortáveis quartos. – a senhora trouxe Branca de volta de seus devaneios  e ela começou a preencher o formulário.
– A senhora trabalha a muito tempo aqui? – rança perguntou entregando a prancheta.
– Desde a criação desse lugar queria.           
– Ah... Você é a dona?
–A dona, a gerente, camareira... Eu sou a única aqui.
Ao ouvir essa frase, Branca começou  seguir  a mulher, ainda ouvindo um estranho burburinho, como se viesse pelas paredes, ou pelos quartos... Mas eram tantas... Não parecia possível que todos as pessoas estivessem em um hotel tão... Minúsculo.
Ao entrar no quarto, havia uma enorme estampa na colcha branca que estava na cama dentro  do quarto quente.
Motel Califórnia.
Motel... Califórnia.  Califórnia… – Ela sorriu levemente quando começou a murmurar uma música que ela gostava muito.  – Quase como a música... Hotel California.
A senhora estava para na porta e sorria com um estranho  sorriso cheio de uma malicia que Branca sequer notou enquanto ela murmurava a música para ela mesma.  

– Exatamente... Quase como a música.

1 comment:

  1. Eu sempre gostei da melodia da música, mas nunca tinha reparado na letra.
    Fui ler agora e... Esperava tudo, menos um mini conto de terro pra música!!
    PS: o conto está ficando emocionante!

    ReplyDelete