Monday, February 17, 2014

16 e 17 de Feveiro

Um Lugar Maravilhoso.

Eram  corredores escuros, muito mais escuros do que Branca acreditava que seriam. Os carpetes do corredor era de um vermelho cor de sangue que a deixou um pouco desconcertada, Branca detestava sangue em qualquer forma, mesmo em cor.  As portas eram negras e faziam o corredor ainda mais escuro, mas o que deixou a jovem com os cabelos arrepiados foram as sombras. Havia longas e estranhas sombras projetadas nas paredes e no chão, eram longas e esguias, cada dedo projetado no chão era como longas lanças .
Se houvesse tempo para notar que haviam muito mais sombras projetadas no chão do que pessoas andando, Branca teria reparado, e isso a faria voltar, as ela estava muito distraída com a voz da mulher. Uma voz que nunca parava, ela falava rápido de mai , e alto também.  Todo aquele barulho estava deixando-a  muito confusa, confusa o suficiente para não perceber que as sombras tentavam desesperadamente agarrar os tornozelos dela.
E de repente, a velha parou de falar, e  parou de mover-se.  
–  Aqui jovenzinha – disse a velha com um sorriso amarelo –  quarto 013, seu quarto.  Temos uma  maquina de lanches no final de cada corredor  e a água quente fica ligada o tempo todo.  
Assim que a velha saiu, Branca abriu a porta e entrou naquela quarto frio e tão... Estranho. Não que ela não estivesse acostumada com quartos de hotéis, mas aquele era o pior de todos que já estivera. Era tudo... bom de mais. Não tinha cheiro de nada, apenas de produto de limpeza. Tão impessoal.

Ignorando completamente a disposição do quarto, que tinha pouco mais do que uma cama  e algumas mesas com abajures sob elas, Branca direcionou sua atenção ao banheiro, se ela não pudesse dormir naquele lugar, poderia ao menos tomar um longo banho e descansar o corpo de uma forma ou outra, um banho era um boa solução.
Branca deixou a mochila na cama, e foi até o banheiro, que também era impossivelmente limpo e sem vido, ela suspirou devagar e olhou com um sorriso para a banheira, talvez o lugar seja um pouco melhor do que ela esperava.   Com um pequeno plano em sua cabeça, a jovem abriu a torneira e foi de volta para sua mochila, ela queria pegar seu telefone e colocar algumas músicas para tocar enquanto relaxava na água quente.
Ela estava buscando nos bolsos quando um cheiro infiltrou-se em seu nariz, era um cheiro muito pesado e metálico, primeiro ela  ficou muito tonta com o aroma tão forte e não sabia de onde estava vindo, antes que ela pudesse  sequer pensar seus pés a guiaram até o banheiro, e a visão que teve fez um grito ecoar pelo hotel.
Congela na frente da banheira, que estava vazando, em vez de água, grandes quantidades de sangue escorria pelo chão empossando para todo lado. O cheiro o banheiro era ainda pior, metálica putrefação, um pavor tangente circulou pelo corpo de Branca. Ela queria correr, ela queria fugir dali o mais depressa que seus pés conseguissem leva-la, mas seu corpo não obedecia, ela ficava apenas lá, parada, vendo as grandes poças de sangue misturam-se avançarem em sua direção.
O grosso líquido negro movia-se lentamente, quase coo se tivesse vontade própria, Branca sufocava-se com seu próprio grito, como se estivesse se afogando em um água invisível.  Seu coração disparava, e a jovem desesperava-se pensando que talvez agora, depois de tanto tempo, ela finalmente tivesse encontrado um fim... O sono eterno, apavorada ela fechou os olhos então...
A água voltara a correr tranquila na banheira, não havia cheiro ou cor...  Nada  de poças escuras, ou movimentos estranhos...

- Que diabos está acontecendo aqui? 

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