Tuesday, April 15, 2014

15 de Abril

Observações de uma garota qualquer


A sociedade, como está hoje, é algo que eu não entendo, e não vou falar da mídia como uma reflexão de certos padrões quase inalcançáveis pela maioria da população e a objetificação do ser humano como um todo, mas sim de outra característica que anda me deixando... Curiosa, para dizer o mínimo.
Nas minhas andanças virtuais pelo Facebook eu percebi uma coisa, não uma, mas várias páginas relacionadas a livros colocavam em imagens dois tipos de pessoas as "Meninas que leem" e as "Meninas iguais". As últimas sendo meninas e mulheres que gostam de maquiagem, moda, estilo e coisas que a maioria das pessoas associa a uma mulher/ menina que não tem cultura e só se preocupa com aparências.
O que me é estranho é a noção de que uma é fator oposto e excludente ao outro, quero dizer, se a menina gosta de ler, se interessa por cultura de modo geral ela obviamente não pode ter interesse nenhum em qualquer coisa que se relacione com beleza e aparência.
Se isso for verdade... O que raios eu sou?  Explico, eu , M, gosto de maquiagem, não me importa de gastar 100 em uma paleta ou 30 em um lápis de olho, passo boa parte do meu tempo aprendendo novas formas de usar maquiagem e no meu tempo livre eu gosto de olhar promoções para que eu as compre mais.  Eu gosto de usar e entender maquiagem, cuidados da pele e estilo como um todo. Com isso eu poderia me classificar com uma "menina igual".
Mas a verdade é que eu gasto tanto ou mais dinheiro em livros também, gosto de ficar em casa sexta a noite para ler um livro, e não costumo ir a festas, gosto muito mais de ficar em casa lendo, ou escrevendo ou jogando video-games. Então eu sou uma "'Menina que lê”... Também.
Esse é meu ponto, pessoas são multifaceitais, tem tantos lados quanto possíveis e, por mais absurdo que isso pareça,  duas características, ainda que opostas, não se anulam. Uma pessoa pode gostar de passar horas na academia e ainda sim aproveitar um bom livro. Uma pessoa que lê muito pode ser alguém de mente fechada e preconceituosa, quem joga videogames pode ser uma pessoa sociável e muito ativa...

Não estamos presos a nenhuma caixa, não somos etiquetáveis... E antes de você sair vestindo camisas dizendo “Namore um Nerd” ou “Se apaixone por uma menina que lê”... Por que não conhecer todos os lados de uma outra pessoa? É muito mais legal e bem menos frustrante.

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